Gerenciamento de Riscos

Gerenciamento de Riscos

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Gerenciamento de Riscos Pilar III 2º Trimestre 2018

SUPERINTENDÊNCIA DE CONTROLADORIA – SUCON ÁREA DE GESTÃO DE CAPITAL E RISCOS – ARGER

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SUMÁRIO APRESENTAÇÃO................................................................................. 5 1. Gerenciamento de Riscos .................................................................. 6 1.1 Estrutura de Gerenciamento dos Riscos Corporativos ............................... 6 1.2 Apetite aos Riscos ......................................................................... 8 1.3 Cultura a Riscos ........................................................................... 8 2. Exposições aos Riscos ...................................................................... 9 2.1 Risco de Mercado .......................................................................... 9 2.1.1

Detalhamento das exposições por fator de risco ............................ 10

2.1.2

Técnicas de Análise .............................................................. 11

2.1.2.1

Análise de GAP ................................................................. 11

2.1.2.2

Estratagema .................................................................... 12

2.1.2.3

Análise de volatilidades ....................................................... 13

2.1.2.4

Análise de sensibilidade/testes de estresse ............................... 13

2.1.2.5

Análise de Backtesting Tunneling ........................................... 15

2.2 Risco de Liquidez ......................................................................... 16 2.3 Risco de Crédito .......................................................................... 17 2.4 Risco Operacional ........................................................................ 27 3. Basileia III ................................................................................... 29 4. Capital Regulatório ........................................................................ 31 4.1 Detalhamento do Patrimônio de Referência e Índice de Basileia ............... 33 4.2 Razão de Alavancagem ................................................................ 34 4.3 Detalhamento dos Ativos Ponderados pelo Risco (RWA) ......................... 37 4.4 Avaliação da Suficiência de Capital ................................................. 38 5. Risco Socioambiental ...................................................................... 39 6. Balanço Patrimonial ....................................................................... 41 6.1 Informações sobre balanços patrimoniais e participações societárias ......... 44 3

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Exposições da carteira de negociação por fator de mercado ............. 11 Tabela 2 – Sensibilidade da carteira banking ............................................. 13 Tabela 3 – Sensibilidade carteira global ................................................... 14 Tabela 4 – Garantias em depósito a prazo ................................................ 18 Tabela 5 – Risco de crédito por prazo a decorrer ........................................ 20 Tabela 6 – Exposição total a risco de crédito – Setor Econômico ...................... 21 Tabela 7 – Operações em atraso ............................................................ 22 Tabela 8 – Operações baixadas em prejuízo .............................................. 22 Tabela 9 - Exposição dos maiores clientes ................................................ 23 Tabela 10 – Exposição média dos ativos ponderados pelo risco de crédito segmentado .................................................................................... 24 Tabela 11 – Evolução das exposições ao risco de crédito por FPR ..................... 26 Tabela 12 – Parâmetros mínimos para o capital regulamentar (%) .................... 30 Tabela 13 – Detalhamento do Patrimônio de Referência e Índice de Basileia ....... 33 Tabela 14 – Razão de Alavancagem – Anexo I ............................................. 34 Tabela 15– Razão de Alavancagem – Anexo II ............................................. 35 Tabela 16 – Ativos ponderados pelo Risco (RWA) ........................................ 37 Tabela 17 – Balanço Patrimonial – Banese Múltiplo e Banese Consolidado ........... 42

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APRESENTAÇÃO

O

presente documento visa apresentar as informações do Banco do Estado de Sergipe S.A, requeridas pelo Banco Central do Brasil (BACEN), através da Circular nº 3.678 de 31 de outubro de 2013, que dispõe sobre a divulgação de informações referentes à gestão de riscos, a apuração do montante dos ativos ponderados pelo risco (RWA) e à adequação do Patrimônio de Referência (PR), estando em conformidade com os normativos institucionais do Banese. Para informações suplementares às supracitadas neste documento, consultar os demais relatórios de acesso público disponíveis em www.banese.com.br.

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1. Gerenciamento de Riscos A gestão de riscos no BANESE busca a identificação de eventos que interfiram diretamente nas estratégias de negócio formuladas a partir do planejamento estratégico. Dessa forma, através do uso de metodologias, cuja aplicabilidade já foi validada no mercado financeiro, busca-se garantir a continuidade dos negócios e o retorno aos acionistas, apesar das incertezas intrínsecas ao negócio. Cabe destacar que existe um esforço contínuo na busca do acompanhamento de novos instrumentos financeiros, fruto da permanente evolução do mercado de capitais, com vistas a garantir o controle mais efetivo sobre as exposições do banco e consequentemente do atendimento aos limites estabelecidos. Nesse processo, as práticas adotadas pelo banco atendem aos requisitos estabelecidos pelo Comitê de Basileia, Banco Central do Brasil e demais normas complementares inerentes ao Sistema Financeiro Nacional.

1.1 Estrutura de Gerenciamento dos Riscos Corporativos O órgão maior da Alta Administração é o Conselho de Administração (CONAD), que dentre outras atribuições, é responsável pelas informações divulgadas sobre o Gerenciamento de Capital e Riscos. A Diretoria Executiva (DIREX) possui diversas responsabilidades, dentre elas, auxiliar a Alta Administração na tomada de decisões. A Presidência (Presi) é responsável por orientar, acompanhar, controlar e fazer cumprir as deliberações e objetivos fixados pelo Conselho de Administração. A estrutura de gerenciamento de riscos no BANESE está vinculada à Superintendência de Controladoria (SUCON) e vinculada à Diretoria de Gestão Estratégica e Controladoria (DIGEC). Possui um Comitê de Gerenciamento de Capital e Riscos que assessora a tomada de decisão da Alta Administração. Logo a seguir, o organograma funcional da estrutura de controles e de gestão de riscos.

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Fonte: ARCIC/SUCON

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1.2 Apetite aos Riscos O Apetite a Risco da Instituição sofre influências de diversos fatores, dentre eles, da estratégia corporativa, das metas de solvência, dos índices de liquidez, e outros, e é definido pela Alta Administração, com o apoio das demais unidades da organização. Sabe-se que a instituição está exposta a diversos tipos de riscos, os quais são decorrentes de fatores internos ou externos. Assim, torna-se essencial a adoção de instrumentos de monitoramento constante dos riscos inerentes ao negócio, garantindo segurança e conforto a todas as partes interessadas. Partindo desse pressuposto, o Gerenciamento de Capital e Riscos atua de forma estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos, que segue impulsionado pelo dinamismo dos mercados, exigindo um constante aprimoramento desta atividade. Desta forma, o Conglomerado Banese possui uma declaração de apetite a risco (RAS), aprovada pelo Conselho de Administração, que consiste em uma definição formal do conjunto de limites e restrições sobre métricas quantitativas e qualitativas de risco que o Conglomerado está disposto a assumir, em consonância com suas políticas e normativos internos. Os limites definidos na RAS são monitorados frequentemente, e os reportes são realizados mensalmente ao Comitê de Gerenciamento de Capital e Riscos, Diretoria Executiva e Conselho de Administração, os quais orientam a realização das ações preventivas de forma a garantir que as exposições estejam dentro dos limites estabelecidos e alinhados à estratégia institucional.

1.3 Cultura a Riscos A cultura do gerenciamento de riscos no Banese objetiva-se no fortalecimento dos valores internos da instituição, com o objetivo de aprimorar a tomada de decisões voltadas para os riscos inerentes ao negócio. A disseminação da cultura de gerenciamento de riscos ocorre através dos colaboradores e demais profissionais que integram a cadeia de valor da instituição, através dos meios de comunicação, treinamentos, políticas e normativos internos com o intuito de difundir e mitigar os riscos inerentes ao negócio.

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2. Exposições aos Riscos Para o gerenciamento das flutuações no valor presente dos ativos e passivos, decorrentes de alterações no comportamento das taxas de juros, do preço das ações, do câmbio e das commodities, bem como da interação entre eles e suas respectivas volatilidades, o Conglomerado Banese utiliza um sistema integrado para aferição do risco, determinação das exposições e acompanhamento dos limites determinados em suas políticas/normativos internos. A modelagem do sistema permite o detalhamento das posições assumidas pelo banco por fator de risco, VaR, duration, estratificação por unidade de negócio, produto, Código Nacional de Atividade Econômica (CNAE), dentre outros.

2.1 Risco de Mercado O modelo de apuração do risco de mercado é o Value at Risk (VaR) paramétrico, com 95% de confiança e com volatilidades e correlações calculadas a partir de métodos estatísticos que atribuem maior peso aos retornos recentes. No 2º trimestre de 2018, a utilização da técnica de validação do modelo demonstrou que não houve extrapolação do limite permitido, de 10%, fechando em 7,5%. Para a mensuração do risco de taxa de juros da Carteira Banking não é utilizada a premissa de liquidação antecipada de empréstimos, pois essa situação não é representativa diante do volume total de operações. Para os depósitos que não possuem vencimento definido, depósitos à vista e de poupança, é realizado tratamento para verificar o seu comportamento histórico e a sua possibilidade de manutenção. Dessa forma, após todas as deduções que incidem sobre o depósito à vista, por exemplo, o compulsório mantido junto ao Banco Central do Brasil (sem remuneração), o saldo remanescente (recursos livres) é considerado como um “hedge natural” das operações ativas prefixadas, o qual serve como cobertura das posições. Os limites de exposição estão dispostos na Política de Gerenciamento de Risco de Mercado, acrescenta-se que sua definição e revisão são de responsabilidade da diretoria responsável pelo referido risco. O COGER - Comitê de Gerenciamento de Capital e Riscos – subsidia as análises para a tomada de decisões da alta administração neste sentido.

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2.1.1 Detalhamento das exposições por fator de risco O Conglomerado Banese controla diariamente as exposições ao risco de mercado originado por suas posições financeiras próprias ou tomadas/vendidas no mercado. As exposições pré-fixadas e em cupom de TR configuram-se como as principais exposições ao risco de mercado da instituição. As exposições pré-fixadas, derivadas principalmente da carteira de operações de crédito, constituem a maior exposição a risco de mercado do Conglomerado. As exposições em cupom de TR originam-se eminentemente dos depósitos em poupança, depósitos judiciais, dos títulos públicos federais, CVS e das operações de crédito imobiliário. As exposições sem risco de mercado são constituídas predominantemente pelos depósitos à vista, as em CDI são oriundas predominantemente das captações a prazo e das posições em atraso. Já as exposições em ações são decorrentes das aplicações efetivadas por fundos de investimentos em que o banco possui cota. As exposições de Cupom de IPCA são marcadas pelas Letras Financeiras Subordinadas, e as demais exposições são originadas de aplicações em cotas de fundos de investimento e das demais captações da instituição. A tabela seguinte apresenta o valor das exposições da carteira de negociação do Conglomerado, por fator de risco de mercado, segmentado entre as posições ativas e passivas, para a data-base 29.06.2018.

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Tabela 1 – Exposições da carteira de negociação por fator de mercado Em R$/MIL

CONGLOMERADO PRUDENCIAL

EM R$

VALORES/MIL FATOR DE RISCO

ATIVO

PASSIVO

PL

PRÉ

2.908.743

(238.880)

2.669.864

CDI

1.335.631

(1.517.284)

(181.652)

402.881

(2.258.837)

(1.855.955)

0

0

0

48.380

0

48.380

31

(126.709)

(126.677)

0 96.782 4.792.450

0 (649.749) (4.791.458)

0 (552.967) (992)

CUPOM DE TR AÇÕES (IBOVESPA) SELIC CUPOM DE IPCA CUPOM DE IGP-M SEM RISCO DE MERCADO TOTAL Fonte: ARGER/SUCON

2.1.2 Técnicas de Análise As principais técnicas utilizadas pelo Conglomerado para correta mensuração e tratamento das exposições e modelo de risco de mercado estão relacionadas a seguir.

2.1.2.1 Análise de GAP Esta técnica apresenta um panorama de risco através da análise de GAP Proprietário - EWMA dos fatores de risco das carteiras trading e banking de fechamento na database. Por análise de GAP, entende-se a representação da estratégia atual da carteira em termos de descasamento de ativos e passivos. Estão inclusas as posições sujeitas à variação de taxas de juros, cupons, moedas, ações, commodities e demais exposições, incluindo CDI, posições sem referência a risco e posições em fundos que não possuem especificação de fator de risco – Outros Ativos.

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2.1.2.2

Estratagema

Essa análise apresenta uma comparação da estratégia aplicada na carteira atual em paralelo com a estratégia empregada no passado, possibilitando a identificação de alterações no perfil de risco dos investimentos que compõem o portfólio. Os resultados apresentados consistem em aplicar uma carteira atual, com as mesmas características da carteira na data-base, para o passado de cotações e preços (técnica de backtesting) em comparação com o resultado do VaR (Value at Risk) calculado para a carteira real na data passada. Observando o distanciamento do risco carteira simulada com o passado real, anulase a interferência da oscilação dos preços de mercado, permitindo uma avaliação do perfil histórico de risco da carteira real. Pela análise do gráfico seguinte, percebe-se que o banco tem mantido a estratégia de negócios para o gerenciamento de sua carteira, não havendo mudanças significativas em sua estrutura de capital.

Figura 1 – Estratagema

Fonte: SUCON/ARGER 12

2.1.2.3

Análise de volatilidades

Essa análise objetiva detalhar a volatilidade de todos os fatores de risco do sistema para uma determinada data base. Para o cálculo das volatilidades é utilizado o mesmo conceito do VaR paramétrico de decaimento exponencial ou EWMA (Exponentially Weighted Moving Average) para todos os vértices, tanto de spots como de curvas, sendo o resultado final da análise igual à quantificação destas volatilidades. As fontes de informação para todos os valores a mercado são: B3, BACEN, CVM, ESALQ, ANBIMA e NASDAQ.

2.1.2.4

Análise de sensibilidade/testes de estresse

O Conglomerado Banese realiza mensalmente o efeito da variação das taxas de juros sobre o valor das posições assumidas pelo banco, impactadas por seus fatores de risco, através da aferição do impacto de mudanças na estrutura temporal das taxas de juros, estimando a quantidade de base points (pontos base) de choques necessários para impactar perdas de 1%, 2,5%, 5%, 10% e 20% em relação ao patrimônio de referência das posições mantidas até o vencimento (carteira banking).

Tabela 2 – Sensibilidade da carteira banking

Fonte: ARGER/SUCON

Periodicamente, o Conglomerado Banese realiza análises de sensibilidade como forma de estimar o comportamento da carteira em condições de estresse de mercado, bem como supondo quebras de premissas. Além disso, em atendimento à Instrução Normativa CVM nº 475/2008, o Conglomerado realiza análise de sensibilidade por fator de risco de mercado considerado relevante, ao qual o consolidado estava exposto. Nessa análise, o fator Pré, o fator Cupom de TR e o fator Cupom de IPCA foram as posições predominantes, em função da expressividade das operações de crédito pré-fixadas, bem como da captação em poupança e da aplicação em crédito imobiliário no total das exposições da empresa.

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Tabela 3 – Sensibilidade carteira global Em R$

Operação

Exposição

Risco de Variação

Cenário Provável (I)

Cenário II

Cenário III

Operações de crédito e demais exposições sujeitas a variações das taxas de juros pré-fixadas em real

2.693.419.006,46

Taxas de juros (pré-fixadas)

(63.328.945,59)

(78.353.034,27)

(93.072.580,93)

Operações de crédito imobiliário, captações em poupança e demais exposições sujeitas a variações nas taxas

(1.855.955.216,81)

Taxas de cupom de TR

(35.589.845,83)

(43.390.526,29)

(50.810.795,19)

Exposições sujeitas às variações do Cupom de IPCA

(126.485.134,56)

Taxas de cupom de inflação (IPCA)

18.169.287,81

22.029.541,53

25.657.191,99

Fonte: ARGER/SUCON

Para efeito dos cálculos apresentados acima, considerou-se no Cenário I a situação mais provável, com a projeção de um cenário de aumento das taxas de juros, com base em dados do mercado, quais sejam, as curvas de contratos de DI1 com negociação no dia na B3 e nas taxas médias de swap DI X PRE para o prazo de um ano (vértice 252 du). Em relação à TR (taxa Referencial), utilizou-se as cotações médias de swap ou as curvas de cupom para esta taxa informada pela B3 para o prazo de um ano (vértice 252 du) em um cenário de queda das taxas de juros. Já para o IPCA, utilizou-se a taxa média para o prazo de um ano (vértice 252 du) com tendência de queda. Para a construção dos Cenários II e III aplicaram-se variações de 25% e 50%, respectivamente, nos fatores de risco levados em conta, estimando-se novas posições estressadas. Os cenários da tabela acima representam o resultado financeiro estimado, considerando a marcação a mercado das exposições feitas em função da análise de sensibilidade apresentada. Ressalta-se que os impactos das exposições financeiras da Carteira Banking (notadamente no fator taxa de juros) não necessariamente representam potencial lucro/prejuízo contábil para a Organização, em função de que parte das operações de crédito, presentes na Carteira Banking, é financiada por depósitos à vista e/ou poupança, os quais são “hedge natural” para eventuais oscilações de taxa de juros, e que, para a Carteira Banking, as oscilações de taxa de juros não representam impacto material sobre o resultado da instituição, uma vez que a intenção é manter as operações de crédito até o seu vencimento. 14

2.1.2.5

Análise de Backtesting Tunneling

Técnica que possibilita aplicar a ferramenta de VaR ao passado, permitindo comparar as projeções e os resultados pelo conceito de túnel, ao longo do tempo. Os resultados apresentados consistem na aplicação de uma carteira com as mesmas características da carteira na data-base para o passado de cotações e preços, mantendo as mesmas premissas utilizadas para cálculos de risco de mercado VaR. O modelo pode ser considerado adequado quanto maior for sua capacidade de predição do futuro dentro do túnel de backtest dado um determinado intervalo de confiança, nesse caso 95%, o que possibilita um limite de extrapolação de 10%, haja vista o túnel ser bicaudal. No 2º trimestre de 2018, a utilização da técnica de validação do modelo demonstrou que não houve extrapolação do limite permitido, de 10%, fechando em 7,5%. Figura 2 - Parâmetros VaR

Figura 3 - Backtesting tunneling – Modelo proprietário – EWMA

Fonte: ARGER/SUCON 15

2.2 Risco de Liquidez O Conglomerado Banese mantém níveis de liquidez adequados aos compromissos assumidos pela Instituição, resultado da sua ampla e diversificada base de depositantes, da qualidade dos seus ativos e da capilaridade da sua rede de agências. O controle do risco de liquidez está em consonância com a Política de Risco de Liquidez estabelecida, atendendo às exigências da supervisão bancária. A gestão do risco de liquidez do Conglomerado faz uso dos seguintes instrumentos: • Projeções de Liquidez: permitem a avaliação prospectiva do efeito do descasamento entre captações e aplicações, com o objetivo de identificar situações que possam comprometer a liquidez da Instituição, levando em consideração tanto o seu planejamento orçamentário quanto as condições de mercado. • Mapas de Descasamento de Prazos: demonstram a expectativa dos pagamentos e recebimentos contratados, distribuídos em intervalos de tempo previamente definidos. • Teste de Estresse: as Projeções de Liquidez são avaliadas sob cenários alternativos e de estresse, visando verificar a capacidade de recuperação da liquidez da instituição em condições adversas e elencar medidas corretivas, caso necessárias. • Limites de Risco de Liquidez (Buffer Stock): são utilizados na gestão do risco de liquidez de curto prazo, constituindo o nível mínimo de ativos de alta liquidez a ser mantido pelo Banco, compatível com a exposição ao risco decorrente das características das suas operações e das condições de mercado. A metodologia da Reserva de Liquidez foi aprovada pelo Comitê de Gestão de Capital e Riscos e é utilizada como parâmetro para identificação de uma contingência de liquidez e acionamento do Plano de Contingência de Liquidez, sendo monitorada diariamente. • Limite Pré-Acionador do Plano de Contingência de Liquidez (PAPCo): é utilizado para indicar a necessidade do início das atividades de contingência. Tal conceito permite ao banco observar a dimensão de tempo necessário para que, ao se acionar o plano de contingência, o mesmo tenha tempo hábil para a sua efetivação. • Plano de Contingência de Liquidez.

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2.3 Risco de Crédito Risco de crédito é a probabilidade de ocorrência de perda ou custos relativos ao não cumprimento de obrigações financeiras de um tomador ou contraparte, na forma contratada. No Conglomerado Banese, o processo de concessão de crédito dispõe de um conjunto de normas e regras criteriosas bem definidas, sustentadas pela boa técnica bancária. Tais regras, dentre as quais podemos mencionar a importância na consideração da finalidade do crédito e das garantias apresentadas, visam revestir de segurança as operações, funcionando como verdadeiro mitigador do risco de crédito. O processo de análise e concessão de crédito obedece às regras e aos critérios estabelecidos nas Políticas de Crédito e Risco de Crédito da instituição, nas Normas de Produtos e Serviços e nos demais normativos do banco que versam sobre o assunto. As propostas de crédito são submetidas eletronicamente pelos pontos de venda (agências), através de sistema autorizador automatizado e parametrizado, que percorre os fluxos e alçadas dispostos. Conforme as orientações normativas, todas as propostas obedecem às alçadas préestabelecidas. Após a análise dos aspectos objetivos e subjetivos das propostas, os membros dos comitês de crédito (alçadas) apõem as suas decisões no referido sistema eletrônico, incluindo as devidas fundamentações. As decisões finais de cada alçada são apuradas de forma colegiada, sendo que a aprovação pela última alçada torna a proposta de crédito apta a autorizar a concessão do crédito. A mitigação do risco de crédito encontra-se evidenciada na utilização de garantias (colaterais) em operações de crédito. Dentre as garantias utilizadas pela Instituição, destacam-se as propriedades residenciais e comerciais, veículos, aplicações financeiras, penhor de recebíveis, dentre outras. A avaliação dos tipos de garantia é realizada criteriosamente, obedecendo ao potencial de liquidez das mesmas, observando-se, ainda, os índices de eficiência e de cobertura das garantias, em uma eventual necessidade de utilização na solvência do crédito vinculado. As metodologias de avaliação de risco de crédito do Conglomerado ponderam aspectos do risco do cliente e do risco da operação, objetivando a mensuração adequada do risco final da operação. Também visam traçar perfis de comportamento dos clientes, notadamente através de informações pessoais, financeiras e históricas, objetivando separá-los em “bons” e “maus”, minimizando o risco de perda para a Instituição. Após os devidos processamentos, as pontuações obtidas através dos modelos de risco de crédito da Instituição são convertidas em nota de risco, conforme estabelecido na Resolução CMN 2.682/99. De acordo com os procedimentos do banco, os referidos 17

modelos estão em constante monitoramento, objetivando fazer as adequações pertinentes sempre que necessárias. Em relação às regras estabelecidas para a realização de provisões de créditos de liquidação duvidosa, o Conglomerado obedece aos critérios positivados na Resolução CMN 2.682/99, utilizando-se da faculdade disposta no parágrafo 2° do art. 4° da resolução retro mencionada, que permite a contagem em dobro dos prazos elencados no inciso I do mesmo artigo, nas operações cujo prazo a decorrer seja superior à 36 (trinta e seis) meses. A monitoração da carteira de crédito é realizada periodicamente, através do acompanhamento mensal da migração dos níveis de risco, do grau de concentração por setor de atividade econômica, da exposição dos 500 maiores clientes e o acompanhamento do nível de suficiência das garantias de operações de crédito pode ser citado no rol das atividades de controle, monitoramento e acompanhamento da carteira de crédito da Instituição. Destacamos que as garantias apresentadas pelo Conglomerado Banese no Demonstrativo de Limites Operacionais (DLO), de acordo com o que reza a Circular Bacen 3.644/13, são exclusivamente compostas por depósitos a prazo, mantidos na própria instituição, com finalidade exclusiva de constituição de garantia para as operações a que estão vinculadas, sujeitas à movimentação exclusivamente por ordem do banco e proporcionam liquidez imediata do valor garantido em caso de inadimplência. Ressaltamos, ainda, que o crédito concedido pelo Banco tem sua concentração geográfica limitada ao Estado de Sergipe. Tabela 4 – Garantias em depósito a prazo Em R$ Banese Múltiplo Tipo de Mitigador

FPR Mitigador

Jun/18

Mar/18

Dez/17

Set/17

Jun/17

Depósito a Prazo

0%

17.722.094,56

19.087.436,04

20.234.360,88

18.432.426,63

10.963.126,62

Fonte: ARGER/SUCON

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A tabela a seguir trata da exposição ao risco de crédito classificado por prazo a decorrer. Nas pessoas físicas nota-se concentração em Outros, que corresponde à exposição nas linhas de crédito de maior relevância para o Banese, destacando-se os créditos consignados e vinculados a salário (CDC), crédito pessoal e limites rotativos de conta corrente. Já em relação à Pessoa Jurídica, percebe-se que a maior concentração advém das linhas de financiamento ao capital de giro e empréstimos de conta corrente. Destaca-se que, em maio/2016 e março/2017, o Banco do Estado de Sergipe adquiriu parte da cessão de Crédito da Sergipe Administradora de Cartões e Serviços Ltda (SEAC). Os valores iniciais das operações foram de R$ 134 e R$ 31 milhões e têm como característica a transferência de todos os riscos e benefícios inclusos nessa carteira.

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Tabela 5 – Risco de crédito por prazo a decorrer Em R$ 29/06/2018 Tipo de Cliente / Segmento

Prazo vencido

Pessoa Física

29/03/2018

29/12/2017

29/09/2017

30/06/2017

Total Geral

Total Geral

Total Geral

Total Geral

Total Geral

468.148.203,62

1.342.455.489,37

1.374.617.812,85

1.359.483.928,93

1.280.188.772,76

1.262.703.379,45

68.430.509,19

37.943.534,10

186.029.367,09

235.073.731,03

270.347.508,99

242.096.811,95

262.663.981,63

Até 6 meses

Acima de 6 meses e até 1 ano

Acima de 1 ano e até 5 anos

Acima de 5 anos

1.003.447,87

426.945.649,45

39.158.119,02

407.200.069,41

Outros

663.105,31

64.258.640,11

14.733.578,38

Consignado

80.247,81

9.648.343,88

17.045.898,61

303.821.085,48

269.037.641,62

599.633.217,40

585.302.290,74

549.563.056,86

526.372.032,68

507.226.540,50

Cartão de crédito, incluindo limites

-

51.996.217,55

-

-

-

51.996.217,55

64.944.767,28

64.531.548,33

71.891.838,50

62.972.218,25

Cessão de Crédito

-

299.045.687,09

-

-

-

299.045.687,09

283.185.199,09

268.305.482,90

233.758.899,60

226.613.800,38

Imobiliário

-

20.505,55

53.574,89

1.528.336,53

147.332.734,55

148.935.151,51

154.759.598,79

160.042.586,42

163.498.824,77

165.506.807,54

Crédito Rural

260.094,75

1.858.135,79

6.838.277,63

13.579.926,56

13.742.723,50

36.279.158,22

33.016.386,19

33.344.433,26

35.009.788,88

35.748.008,78

Veículos e arrendamento mercantil

-

118.119,48

486.789,52

19.840.211,66

91.569,86

20.536.690,51

18.335.839,73

13.349.312,17

7.560.576,38

1.972.022,36

Pessoa Jurídica

14.223.625,41

87.039.918,92

33.119.520,27

115.524.367,78

89.688.269,58

339.595.701,95

350.761.639,34

373.353.252,51

359.088.079,81

356.328.417,01

Capital de giro, desconto de títulos e conta garantida

7.218.923,46

57.488.135,17

18.438.755,98

57.355.026,53

23.221.757,24

163.722.598,38

153.830.776,19

178.056.991,30

160.373.908,14

154.797.212,79

Outros

8.873,09

29.202.833,45

395.503,19

31.822.147,36

9.301.027,40

70.730.384,49

83.277.796,69

78.968.770,65

88.271.706,24

76.340.474,51

Imobiliário

6.995.828,86

-

13.200.063,32

21.111.529,55

3.582.998,28

44.890.420,01

53.099.663,44

53.987.362,31

47.539.807,54

60.538.261,78

Crédito Rural

-

2.717,58

7.818,94

2.510.455,66

32.511.107,85

35.032.100,02

35.728.065,43

36.256.882,60

38.416.087,14

37.591.815,84

Investimento

-

346.232,73

1.077.378,84

2.725.208,67

21.071.378,81

25.220.199,05

24.825.337,60

26.083.245,65

24.486.570,75

27.060.652,10

Total Geral

15.227.073,27

513.985.568,37

72.277.639,29

522.724.437,19

557.836.473,20

1.682.051.191,32

1.725.379.452,19

1.732.837.181,44

1.639.276.852,57

1.619.031.796,46

Fonte: ARGER/SUCON 20

A seguir demonstramos a exposição total a risco de crédito por setor econômico: Tabela 6 – Exposição total a risco de crédito – Setor Econômico Em R$ 29/06/2018 SEGMENTO

29/03/2018

29/12/2017

29/09/2017

30/06/2017

TOTAL GERAL

TOTAL GERAL

TOTAL GERAL

TOTAL GERAL

TOTAL GERAL

PJ PF

COMÉRCIO

CONSTRUÇÃO CIVIL

INDÚSTRIA

SERVIÇOS

Outros

186.029.367,09

16.092.680,80

19.382.183,32

9.323.568,66

25.931.951,71

256.759.751,58

318.351.527,72

349.316.279,65

330.368.518,19

339.004.456,14

Cartão de crédito, incluindo limites

51.996.217,55

-

-

-

-

51.996.217,55

64.944.767,28

64.531.548,33

71.891.838,50

62.972.218,25

Cessão de Crédito

299.045.687,09

-

-

-

-

299.045.687,09

283.185.199,09

268.305.482,90

233.758.899,60

226.613.800,38

Consignado

599.633.217,40

-

-

-

-

599.633.217,40

585.302.290,74

549.563.056,86

526.372.032,68

507.226.540,50

Capital de giro, desconto de títulos e conta garantida

-

71.766.578,15

8.389.313,67

21.766.054,11

61.800.652,46

163.722.598,38

153.830.776,19

178.056.991,30

160.373.908,14

154.797.212,79

Imobiliário

148.935.151,51

2.990.966,37

40.736.008,89

-

1.163.444,75

193.825.571,52

207.859.262,23

214.029.948,73

211.038.632,31

226.045.069,32

Crédito Rural

36.279.158,22

834.266,79

141.912,77

5.813.932,44

28.241.988,02

71.311.258,24

68.744.451,62

69.601.315,86

73.425.876,02

73.339.824,62

Investimento

-

3.563.138,41

83.205,49

21.084.009,47

489.845,69

25.220.199,05

24.825.337,60

26.083.245,65

24.486.570,75

27.060.652,10

Veículos e arrendamento mercantil1

20.536.690,51

-

-

-

-

20.536.690,51

18.335.839,73

13.349.312,17

7.560.576,38

1.972.022,36

TOTAL GERAL

1.342.455.489,37

95.247.630,51

117.627.882,62

1.682.051.191,32

1.725.379.452,19

1.732.837.181,44

1.639.276.852,58

1.619.031.796,46

68.732.624,14 57.987.564,68

Fonte: ARGER/SUCON

1

O produto instituído no segmento “Veículos e Arrendamento Mercantil” refere-se ao produto “crédito Direto ao Consumidor – CDC” voltado a aquisição de veículos e de arrendamento mercantil.

21

Na tabela seguinte apresentamos o saldo classificado das operações em atraso e os créditos baixados para prejuízo (CBP), segregados por setor de atividade econômica e por faixas de atraso quanto à segregação por regiões geográficas, o Banese opera exclusivamente no Estado de Sergipe.

Tabela 7 – Operações em atraso Em R$ Operações em atraso

Atraso de 15 a 60 dias

Atraso de 61 a 90 dias

Atraso de 91 a 180 dias

Atraso de 181 a 360 dias

Atraso acima de 360 dias

Total

Pessoa Física

102.038.837,78

9.744.098,21

17.956.636,49

23.674.471,33

3.814.135,87

157.228.179,68

Serviços

11.072.430,78

328.651,16

146.543,65

734.473,95

1.202.633,14

13.484.732,68

Indústria

144.872,29

718.225,85

1.761.164,99

1.270.223,34

-

3.894.486,47

Comércio

3.358.155,69

268.016,75

6.081.283,01

2.587.305,34

320.937,91

12.615.698,70

Construção Civil

944.160,23

27.821,37

11.257.920,48

1.522.712,00

734.902,89

14.487.516,97

Total

117.558.456,77

11.086.813,34

37.203.548,62

29.789.185,96

6.072.609,81

201.710.614,50

Fonte: ARGER/SUCON

Tabela 8 – Operações baixadas em prejuízo Em R$ OPERAÇÕES EM CBP

Jun/18

Total no 2ºT de 2018

Total no 1ºT de 2018

Total no 4ºT de 2017

Total no 3ºT de 2017

PESSOA FÍSICA

2.857.270,93

7.844.641,26

9.218.475,77

8.572.651,56

7.916.738,33

CESSÃO

1.016.011,83

2.562.159,75

3.255.632,21

2.355.034,52

1.615.435,41

PESSOA JURÍDICA

10.156.975,01

11.292.264,36

7.513.550,71

2.931.528,96

15.084.778,58

INDÚSTRIA

50.930,50

82.414,34

189.355,55

498.536,32

7.616.704,32

SERVIÇOS

47.419,05

364.107,03

852.954,55

324.379,66

3.915.039,55

COMÉRCIO

362.803,10

1.042.169,20

2.393.440,40

1.834.839,67

3.260.830,43

CONSTRUÇÃO CIVIL

9.695.822,36

9.803.573,79

4.077.800,21

273.773,31

292.204,28

Total Geral

13.014.245,94

19.136.905,62

16.732.026,48

11.504.180,52

23.001.516,91

Fonte: ARGER / ARCON / ARTRI 22

A exposição dos dez e dos cem maiores clientes em relação ao total das operações com característica de concessão de crédito representam: Tabela 9 - Exposição dos maiores clientes

Exposição

Jun/18

Mar/18

Dez/17

Set/17

Jun/17

10 maiores

7,74%

8,14%

8,18%

8,71%

8,80%

100 maiores

18,42%

20,16%

20,73%

21,24%

20,87%

Fonte: ARGER/SUCON

Quanto à exposição dos ativos ponderados pelo risco de crédito – RWA Cpad, na sequência, é informada a média das exposições no trimestre, bem como o seu total ao final do período.

23

Tabela 10 – Exposição média dos ativos ponderados pelo risco de crédito segmentado Em R$ Segmentação

Média 2º Trimestre 2018

Jun/18

Média 1° Trimestre 2018

Média 4º Trimestre 2017

Média 3º Trimestre 2017

Média 2º Trimestre 2017

Pessoa Física

1.058.264.552,58

1.043.409.802,28

1.097.118.299,11

1.064.315.199,48

1.044.406.184,54

1.048.595.358,38

Outros

207.311.600,41

186.029.367,09

243.595.791,25

244.200.809,93

248.440.493,75

273.451.244,96

Consignado

595.084.129,07

599.633.217,40

582.413.562,08

545.629.683,51

519.877.147,67

500.354.987,64

Imobiliário

150.448.027,23

148.935.151,51

156.391.175,72

160.130.566,78

163.990.653,20

190.097.108,00

Cartão de crédito, incluindo limites

51.033.483,83

51.996.217,55

64.690.915,15

68.920.948,31

71.376.824,37

48.693.504,00

Crédito Rural

34.476.705,49

36.279.158,22

32.985.839,11

33.968.559,19

34.719.963,05

35.333.521,33

Veículos e arrendamento mercantil

19.910.606,54

20.536.690,51

17.041.015,81

11.464.631,76

6.001.102,50

664.992,47

Pessoa Jurídica

338.835.759,64

339.595.701,95

353.886.997,84

367.595.044,17

360.602.088,08

366.799.932,70

Capital de giro, desconto de títulos e conta garantida

154.752.969,37

163.722.598,38

172.385.783,77

171.862.178,77

152.373.136,70

159.093.239,14

Outros

73.969.876,91

70.730.384,49

73.192.818,74

85.063.131,85

94.758.359,33

81.732.048,55

Imobiliário

49.938.157,05

44.890.420,01

47.407.564,57

47.118.736,71

50.037.446,17

60.808.468,85

Crédito Rural

35.261.003,41

35.032.100,02

35.834.435,27

37.631.280,53

38.467.444,78

37.600.059,46

Investimento

24.913.752,91

25.220.199,05

25.066.395,49

25.919.716,31

24.965.701,10

27.566.116,70

Outras Exposições

1.074.454.332,38

1.070.968.323,93

1.031.032.753,39

991.760.322,38

886.550.450,50

889.090.131,72

Outros Direitos

69.061.428,00

73.957.065,29

134.051.841,00

102.159.130,42

94.421.883,55

95.083.785,05

Crédito Tributário

160.369.170,85

156.468.621,76

158.175.694,48

179.370.492,90

184.216.708,85

177.996.668,50

TVM e Instrumentos Financeiros Derivativos

111.922.823,06

111.373.871,05

124.878.131,66

114.820.966,13

83.816.998,32

87.908.866,02

Permanente

76.497.528,13

76.739.227,10

77.337.060,25

87.178.703,74

87.112.695,47

87.588.657,94

24

Compromisso de Crédito não cancelável unilateralmente pela IF

77.749.391,13

78.177.685,72

75.702.667,97

73.829.474,62

74.091.592,69

74.536.267,47

Cessão de Crédito

297.361.892,80

299.045.687,09

217.220.653,16

249.660.597,92

232.002.462,02

228.843.941,03

Aplicações Interfinanceiras de liquidez

197.191.595,26

197.742.902,19

160.267.126,71

123.794.536,23

72.341.154,82

84.996.210,57

Relações Interfinanceiras

29.564.739,71

20.697.975,95

27.433.198,28

22.012.353,88

25.437.527,24

18.305.226,59

Crédito a liberar em até 360 dias

16.501.192,52

15.953.488,57

18.223.955,52

21.139.259,05

24.472.328,52

24.512.901,10

Garantias Prestadas

3.895.676,06

4.357.102,29

3.600.438,22

3.631.481,96

3.006.475,86

3.257.725,49

Outros Valores e Bens

34.338.894,86

36.454.696,92

34.141.986,12

14.163.325,54

5.630.623,18

6.059.881,96

Total Geral

2.471.554.644,60

2.453.973.828,16

2.482.038.050,34

2.423.670.566,03

2.291.558.723,13

2.304.485.422,80

Fonte: ARGER/SUCON

25

A tabela abaixo informa o detalhamento e a evolução da exposição ao risco de crédito por Fator de Ponderação de Risco – FPR.

Tabela 11 – Evolução das exposições ao risco de crédito por FPR Em R$

Conglomerado Prudencial

Em R$

Jun/17

Set/17

Dez/17

Mar/18

Jun/18

Total da Exposição 2.275.612.922,59 2.333.710.190,58 2.484.795.689,16 2.492.617.938,50 2.453.973.828,16 FPR 2%

2,12

1,89

1,24

22.030,46

25.365,69

FPR 20%

54.580.496,50

37.129.105,78

32.786.421,59

13.910.076,65

5.475.044,06

FPR 35%

98.550.989,06

101.314.809,62

103.336.972,14

103.389.518,35

102.949.684,36

FPR 50%

78.164.458,41

123.607.802,15

182.191.985,70

267.649.258,04

273.746.054,82

FPR 75%

993.102.539,17

997.479.661,43

1.048.550.785,10

1.056.874.077,50

1.013.511.649,81

FPR 85%

1.173.415,09

901.409,16

5.139.115,08

4.755.450,82

-

FPR 100%

918.413.839,15

932.057.810,12

972.133.258,95

911.400.479,57

934.663.608,54

FPR 150%

-

-

-

-

-

FPR 250%

77.216.171,69

81.118.102,52

86.561.184,07

85.632.414,95

79.041.178,33

FPR 300%

13.957.873,47

13.248.203,95

12.898.312,54

-

-

FPR 909,09 %

-

-

-

-

-

FPR 1.012,65%

-

-

-

-

-

FPR 1.081,08%

40.453.137,93

46.853.283,96

41.197.652,75

-

-

FPR 1.159,42%

-

-

-

48.984.632,16

44.561.242,55

Fonte: ARGER/SUCON

26

2.4 Risco Operacional O Risco Operacional é definido como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos e sistemas, ou de eventos externos, que tornem impróprios o exercício das atividades do Conglomerado, resultando em perdas inesperadas. A premissa inerente ao gerenciamento de riscos corporativos é que toda organização existe para gerar valor às partes interessadas. Todas as organizações enfrentam incertezas e o desafio de seus administradores é determinar até que ponto aceitar essa incerteza, assim como definir como ela pode interferir no esforço para gerar valor às partes interessadas. Incertezas representam riscos e oportunidades, com potencial para destruir ou agregar valor. O gerenciamento de riscos corporativos possibilita aos administradores tratar com eficácia as incertezas, assim como os riscos e as oportunidades a elas associadas, a fim de melhorar a capacidade de gerar valor. Desta forma, o gerenciamento adequado do risco operacional está diretamente relacionado ao conhecimento dos processos existentes na Instituição. Todos os processos críticos, produtos e serviços terceirizados relevantes devem ter seus riscos operacionais identificados, avaliados, monitorados, controlados e mitigados. A metodologia adotada pelo Conglomerado Banese, baseada nas melhores práticas de mercado, nas recomendações do Acordo de Capital de Basileia e na regulamentação do BACEN, prevê a identificação e o tratamento dos riscos operacionais por meio da análise do mapeamento e da documentação dos seus processos mais relevantes. Relatórios de auditoria interna e externa, apontamentos de órgãos reguladores, reclamações na Ouvidoria, além de reportes de eventos de risco operacional, constituem insumos à instrumentalização da análise dos macroprocessos. De modo a avaliar quantitativamente o risco operacional, o Conglomerado também monitora e coleta eventos, consolidando-os em uma base de dados interna, de forma a estar munido de informações padronizadas, abrangentes, consistentes e atualizadas. A Área de Controles Internos e Compliance atua no processo acompanhando a gestão da Instituição, no sentido de manter sua adequação aos controles internos, visando à monitoração e mitigação dos riscos nos seus negócios. Além disso, a mesma verifica sua adesão ao cumprimento das políticas corporativas e a implementação dos planos encaminhados com as ações propostas pelos gestores dos processos para mitigação dos riscos operacionais.

27

A Auditoria Interna atua de forma a avaliar a conformidade, os níveis de exposição aos riscos e a qualidade e efetividade dos controles internos, de acordo com os objetivos definidos pela Instituição e também configura uma importante fonte para identificação dos riscos através de seus relatórios. A Gestão da Continuidade de Negócios (GCN), gerida pela Área de Segurança da Informação e Continuidade de Negócios, consiste em uma atividade cíclica, que tem por finalidade garantir a continuidade dos negócios do Banese em situações de adversidade. Além disso, a GCN busca incentivar uma cultura de preparação do BANESE para evitar ou mitigar os riscos advindos de uma situação de crise. No Banese, a Gestão da Continuidade de Negócios se dá, entre outros, por meio da elaboração de Planos de Continuidade de Negócios (PCNs), que descrevem em detalhes os ativos e processos de negócio críticos, seu funcionamento, procedimentos operacionais, gestores responsáveis, grupos de pessoas envolvidas, procedimentos de recuperação e tempo de resposta esperado em caso de uma contingência. O BANESE realiza anualmente treinamentos e testes dos planos de continuidade, conforme definição da Política de Gestão e Continuidade de Negócios, com a finalidade de assegurar a continuidade para as áreas de negócio e de sua infraestrutura tecnológica. O Conglomerado Banese, em atendimento à Circular nº 3.640/13 do Banco Central do Brasil, apura a parcela de capital referente aos ativos ponderados pelo risco operacional (RWAopad) através da Abordagem Padronizada Alternativa Simplificada (ASA2).

28

3. Basileia III Em outubro de 2013 entrou em vigor no Brasil o novo acordo de capitais, denominado Basileia III. Iniciando, desse modo, uma série de mudanças no sistema financeiro nacional, objetivando maior resiliência e solidez dos bancos. Destacam-se as principais mudanças que norteiam o novo acordo de capitais: 1. A reformulação da estrutura de capital, dividida em: aprimoramento do capital ponderado pelos riscos, ampliação dos requerimentos de capital e redefinição do capital regulamentar e seus níveis; 2. A introdução dos índices de liquidez; 3. A introdução do índice de alavancagem. A reestruturação de capital fundamentou-se na constituição de um colchão de capital de alta qualidade, visando absorver eventuais choques. A divisão de capital em nível I e II manteve-se inalterada. No entanto, o nível I foi dividido em duas categorias: capital principal e capital adicional. O capital principal é composto principalmente por ações e lucros acumulados, considerado como capital de melhor qualidade, e o capital adicional é composto por instrumentos semelhantes aos instrumentos híbridos de capital e dívida, este não presente na constituição do capital do Banese. Os requerimentos de capital passaram a incluir requerimentos específicos de capital principal e capital nível I. Foram constituídos colchões adicionais ao capital regulamentar, denominados colchão de capital de conservação, que, ao final do período de adaptação, adicionará 2,5% ao requerimento mínimo padrão, ampliando o colchão de capital que pode ser acessado em situações de estresse. O requerimento de capital contra cíclico, por sua vez, flutuará num intervalo de 0% a 2,5%, de acordo com o ciclo econômico (em especial, com as condições do mercado de crédito), com vistas a mitigar a variação da característica dos mercados financeiros.

29

Tabela 12 – Parâmetros mínimos para o capital regulamentar (%) Índices de Capital 2015

2016

2017

2018

2019

Capital Principal

4,5%

4,5%

4,5%

4,5%

4,5%

Nível I

6%

6%

6%

6%

6%

Patrimônio de Referência

11%

9,875%

9,25%

8,625%

8%

ACP conservação

(1)

-

0,625%

1,25%

1,875%

2,5%

ACP contra cíclico

(2)

-

0,625%

1,25%

1,875%

2,5%

ACP sistêmico

(3)

-

-

0,50%

1%

2%

+ (1)

4,5%

5,125%

5,75%

6,375%

7%

(1)+(2)

4,5%

5,75%

7%

8,25%

9,5%

(1) + (2) + (3)

4,5%

5,75%

7,5%

9,25%

11,5%

+ (1)

6%

6,625%

7,25%

7,875%

8,5%

(1)+(2)

6%

7,25%

8,50%

9,75%

11%

(1) + (2) + (3)

6%

7,25%

9%

10,75%

13%

+ (1)

11%

10,5%

10,5%

10,5%

10,5%

(1)+(2)

11%

11,125%

11,75%

12,375%

13%

(1) + (2) + (3)

11%

11,125%

12,25%

13,375%

15%

Capital Principal + ACP

Nível I + ACP

PR + ACP

Fonte: Resolução CMN 4.193/2013

Com os índices de liquidez objetiva-se a criação de colchão de ativos que possam ser rapidamente liquidados, sem perda relevante de valor, e, assim, acessados na ocasião de situações de estresse de mercado. Tal indicador é monitorado pelo Conglomerado Banese desde o início de 2013. Já o índice de alavancagem busca limitar quantitativamente a alavancagem das instituições, inibindo sua exposição a graus de fragilidade financeira muito elevados.

30

4. Capital Regulatório O processo de gerenciamento de Capital é realizado de forma a proporcionar condições para o alcance dos objetivos estratégicos da Organização, levando em consideração o ambiente econômico e comercial onde atua. Este processo visa assegurar que a Organização mantenha uma sólida base de capital para apoiar o desenvolvimento das atividades e fazer face aos riscos assumidos, além de atender aos requerimentos regulatórios de capital. Assim, as instituições financeiras devem manter, permanentemente, capital (Patrimônio de Referência) compatível com os riscos de suas atividades, representado pelos Ativos Ponderados pelo Risco (RWA). O RWA é calculado considerando a soma das seguintes parcelas:

Onde: RWA: Ativos Ponderados pelo Risco RWA CPAD: relativo às exposições ao risco de crédito sujeitas ao cálculo do requerimento de capital mediante abordagem padronizada; RWA JUR: representa o risco das operações sujeitas à variação de taxa de juros; RWA ACS: reflete o risco das operações sujeitas às variações do preço de ações; RWA COM: reflete o risco das operações sujeitas à variação do preço de commodities; RWA CAM: reflete o risco das exposições em ouro, em moeda estrangeira e em operações sujeitas à variação cambial; e RWA OPAD: parcela referente ao risco operacional. Além disso, a Organização deve manter também PR suficiente para fazer face ao risco de taxa de juros das operações não incluídas na carteira de negociação (carteira 31

Banking), o qual é calculado por meio da metodologia definida na Circular 3.365/07 do Banco Central do Brasil. A Organização dispõe de um processo de avaliação da adequação do patrimônio de referência, que tem por objetivo mensurar a necessidade de capital para suportar todos os riscos inerentes aos negócios, sejam eles financeiros ou não financeiros no decorrer de suas atividades, visando atender aos seus interesses estratégicos. Destaca-se que, no ano de 2015, o Conglomerado Banese realizou um incremento de capital – Nível II, via instrumentos de dívida subordinada, com prazo de vencimento de 8 anos, que ampliou a margem de alavancagem da instituição, tornando-a adequada aos objetivos estratégicos da empresa.

32

4.1 Detalhamento do Patrimônio de Referência e Índice de Basileia O Patrimônio de Referência (PR), utilizado para verificar o cumprimento dos limites operacionais impostos pelo BACEN, consiste no somatório do Nível I e Nível II, onde: - Nível I: composto pelo Capital Principal, apurado a partir do capital social, certas reservas e lucros retidos menos deduções e ajustes prudenciais, bem como pelo Capital Complementar; - Nível II: composto por instrumentos elegíveis, primordialmente dívidas subordinadas, sujeito a limitações prudenciais. A seguir apresentamos o detalhamento das informações relativas ao Patrimônio de Referência da Organização2. Tabela 13 – Detalhamento do Patrimônio de Referência e Índice de Basileia Em R$ NOME DA 30/06/2017 29/09/2017 29/12/2017 29/03/2018 29/06/2018 CONTA Patrimônio de 398.680.429,37 416.070.039,39 434.897.547,26 426.989.357,28 435.067.381,24 Referência (PR) PR NÍVEL I 307.560.444,26 324.446.842,03 341.008.262,20 335.802.390,41 350.875.076,58 Capital Principal 307.560.444,26 324.446.842,03 341.008.262,20 335.802.390,41 350.875.076,58 PR NÍVEL II 91.119.985,11 91.623.197,36 93.889.285,06 91.186.966,87 84.192.304,66 Índice de 15,05% 15,38% 15,23% 14,52% 15,13% Basileia Índice de 12,94% 13,63% 14,06% 13,51% 13,58% Basileia Amplo Mínimo Nível I / RWA Apurado

11,61%

11,99%

11,94%

11,42%

12,20%

Mínimo Nível I / RWA Exigido

7,250%

7,250%

7,250%

7,875%

7,875%

Mínimo Capital Principal / RWA Apurado

11,61%

11,99%

11,94%

11,42%

12,20%

Mínimo Capital Principal / RWA Exigido

5,750%

5,750%

5,750%

6,375%

6,375%

Fonte: BACEN

A partir de outubro de 2013 as instituições financeiras foram desobrigadas da apuração de capital para consolidados econômico, conforme Circular 3.687/2013 do Bacen, assim, a partir de tal base, as informações apresentadas correspondem apenas ao Banese Múltiplo. A partir da data base março de 2015 as informações apresentadas referem-se ao Conglomerado Prudencial. 33 2

4.2 Razão de Alavancagem Em atendimento a Circular Bacen n° 3.678/15, entrou em vigor o indicador de Razão de Alavancagem, que é definido como a razão entre o Patrimônio de Referência nível I e o total de exposições da instituição. A exposição total do Conglomerado, no 2° trimestre de 2018, foi de R$ 5.511.881.796,18 e o Patrimônio de Referência Nível I foi de R$ 358.722.481,05. Desta forma, a Razão de alavancagem da instituição foi de 6,51%. Tabela 14 – Razão de Alavancagem – Anexo I

Resumo Comparativo entre Demonstrações Financeiras Publicadas e Razão de Alavancagem

4

Descrição Ativo total de acordo com as demonstrações financeiras publicadas3 Ajuste decorrente de diferenças de consolidação contábil Ajuste relativo aos ativos cedidos ou transferidos com transferência substancial dos riscos e benefícios e reconhecidos contabilmente Ajuste relativo aos valores de referência ajustados e aos ganhos potenciais futuros em operações com instrumentos financeiros derivativos

5

Ajuste relativo a operações compromissadas e de empréstimo de títulos e valores mobiliários

6

Ajuste relativo a operações não contabilizadas no ativo total do conglomerado prudencial

122.741.655,48

7

Outros ajustes

-37.403.408,87

Exposição Total

5.516.023.359,86

1 2 3

8 Fonte: ARGER

3

Valor (R$ mil) 5.429.415.661,14 1.268.710,29 741,82

Evidencia-se uma diferença entre o Ativo Total informado na Tabela 15, que versa sobre o indicador do Razão de Alavancagem” e a Tabela 17, que dispõe sobre a publicação do Balanço Patrimonial, em virtude da metodologia distintas adotadas entre a apuração dos Balanços Gerencial e de Publicação.

34

Tabela 15– Razão de Alavancagem – Anexo II

Razão de Alavancagem Número da Linha

Descrição

Valor (R$ mil)

Itens contabilizados no Balanço Patrimonial (BP) 1

Itens patrimoniais, exceto instrumentos financeiros derivativos, títulos e valores mobiliários recebidos por empréstimo e revenda a liquidar em operações compromissadas

2

Ajustes relativos aos elementos patrimoniais deduzidos na apuração do Nível I

3

Total das exposições contabilizadas no BP

Operações com Instrumentos Financeiros Derivativos 4 5 6 7

8

9 10 11

Valor de reposição em operações com derivativos. Ganho potencial futuro decorrente de operações com derivativos Ajuste relativo à garantia prestada em operações com derivativos Ajuste relativo à margem de garantia diária prestada Derivativos em nome de clientes em que não há obrigatoriedade contratual de reembolso em função de falência ou inadimplemento das entidades responsáveis pelo sistema de liquidação Valor de referência ajustado em derivativos de crédito Ajuste sob o valor de referência ajustado em derivativos de crédito

-37.403.408,87

1.268.710,29 -

-

-

Total das exposições relativas a operações com instrumentos financeiros derivativos

Operações compromissadas e de Empréstimo de Títulos e Valores Mobiliários (TVM) Aplicações em operações compromissadas e de 12 empréstimo de TVM Ajuste relativo a recompras a liquidar e credores 13 por empréstimo de TVM

35

4.688.704.962,26

14

Valor relativo ao risco de crédito da contraparte

15

Valor relativo ao risco de crédito da contraparte em operações de intermediação

16

Total das exposições relativas a operações compromissadas e de empréstimo de títulos e valores mobiliários (soma das linhas 12 a 15)

740.711.440,70 740.710.698,88 741,82

740.711.440,70

17

Valor de referência das operações não contabilizadas no BP

18

Ajuste relativo à aplicação de FCC específico às operações não contabilizadas no BP

19

Total das exposições não contabilizadas no Balanço Patrimonial

122.741.655,48

122.741.655,48

Capital e Exposição Total 20

Nível I

21

Exposição Total

350.875.076,58 5.516.023.359,86

Razão de Alavancagem (RA) 22 Fonte: ARGER

Razão de Alavancagem de Basileia III

6,36%

Em atendimento a Circular 3.678/13, em seu Anexo I, detalhamos a composição e a adequação do Patrimônio de Referência em conformidade com a Resolução 4.192/2013. Para maiores informações sobre o PR e detalhamento das dívidas subordinadas consultar os Anexos I e II, disponíveis no site www.banese.com.br.

36

4.3 Detalhamento dos Ativos Ponderados pelo Risco (RWA) A seguir apresentamos o detalhamento das informações relativas aos Ativos Ponderados pelo risco da Organização.

Tabela 16 – Ativos ponderados pelo Risco (RWA) Em R$ Ativos ponderados pelo Risco (RWA) Ativos Ponderados de Risco de Crédito (RWA CPAD) Ativos Ponderados de Risco Operacional (RWAOPAD) Ativos Ponderados pelo Risco de Mercado (RWA mpad) Prefixadas denominadas em real (RWAJUR1) Cupons de moedas estrangeiras (RWAJUR2) Cupom de índices de preços (RWAJUR3) Cupons de taxas de juros (RWAJUR4) Operações sujeitas à variação do preço de ações (RWAACS) Operações sujeitas à variação do preço de commodities (RWACOM) Operações sujeitas à variação cambial (RWACAM) Ativos Ponderados pelo Risco (RWA) Parcela RBAN

Fonte: ARGER/SUCON

37

Jun/17

Set/17

Dez/17

Mar/18

Jun/18

2.275.501.432,36

2.333.710.190,50

2.484.795.689,16

2.492.617.938,50

2.453.973.828,16

358.848.937,51

364.657.989,51

364.657.989,51

393.682.665,04

393.682.665,04

14.028.161,39

7.644.747,28

5.910.545,04

54.944.815,10

28.683.004,76

12.939.275,46

6.498.370,92

4.407.046,70

13.743.706,32

16.674.064,81

318.848,00

335.718,81

439.477,62

881.597,80

223.115,83

232.672,86

246.624,76

322.930,49

13.317.941,10

375.949,57

172.350,27

181.416,86

237.521,95

73.743,07

2.142,84

87.339,03

91.438,27

119.411,68

11.299.011,71

6.921.587,36

86.175,14

90.708,43

118.760,97

36.871,54

1.071,42

191.500,63

200.469,23

265.395,63

15.591.943,56

4.485.072,93

2.941.245.418,63

2.876.339.497,95

18.923.202,71

28.248.348,60

2.648.378.531,26 2.706.012.927,30 2.855.364.223,70 39.937.040,06

32.045.361,88

21.956.067,13

4.4 Avaliação da Suficiência de Capital Em atendimento à Resolução CMN 4.557/17, o Conglomerado Prudencial dispõe de processo contínuo de monitoramento e controle do capital, bem como de planejamento de metas e avaliação da necessidade de capital para fazer face aos riscos a que a organização está sujeita, considerando suas metas e objetivos estratégicos. Todo o processo foi organizado de forma a manter a solvabilidade no horizonte do atual planejamento estratégico até 2022. Nesse sentido, conta com estrutura interna responsável por acompanhar de forma integrada os riscos que podem impactar no capital da Instituição. O Conglomerado Prudencial dispõe ainda de plano de contingência de capital, que é disparado quando é atingido o seu limite acionador de contingência, nos casos em que as principais fontes de capital tornam-se insuficientes. O plano de contingência de capital sistematiza um conjunto de ações a serem tomadas nos casos de crises de capital, as quais se classificam em leve, moderada, grave e gravíssima, e que possibilitam à instituição aumentar seus níveis de capitalização e a disponibilidade das fontes de capital necessárias para garantir sua continuidade e solidez. No processo de avaliação da suficiência de capital, o Conglomerado Prudencial realiza a comparação do capital total necessário para fazer face aos riscos a que está exposto. Nesse sentido, mantém níveis de PR acima do necessário, conforme evidenciado pelo Índice de Basileia, que registrou 15,13%, bem como o IB – Nível I e IB – Capital Principal, ambos 12,20%. As projeções de capital do Conglomerado são realizadas para um horizonte de tempo de cinco anos, e suas metas são delineadas com base nas regras impostas pelo Acordo de Basileia 3. Entretanto, as projeções de capital para o primeiro ano sinalizam queda nos índices mínimos delineados, os quais serão restabelecidos nos anos seguintes. Dessa forma, recomenda-se o cumprimento das ações do Plano de Capital para a capitalização do Conglomerado, com o objetivo de manter os índices de capital em patamares acima dos limites estabelecidos.

38

5. Risco Socioambiental O Risco socioambiental é definido como a possibilidade de ocorrência de perdas decorrentes de danos socioambientais. O Conglomerado Banese busca adotar procedimentos de avaliação e gerenciamento dos riscos socioambientais em seus processos, produtos, negócios e serviços para afirmar o fiel cumprimento da Política de Responsabilidade Socioambiental, objetivando assegurar: - A classificação, identificação, avaliação, monitoramento, mitigação e controle do risco socioambiental nas atividades e operações; - Os registros de perdas efetivas em função de danos socioambientais, pelo prazo de cinco anos, incluindo valores, tipo, localização e setor econômico relacionado ao caso; - A análise e avaliação dos clientes que possam estar em desacordo com a legislação socioambiental vigente; - A análise prévia dos potencias impactos e oportunidades socioambientais causados pela criação de novas linhas de crédito; - Que as operações de crédito sejam realizadas de forma consciente, objetivando o não endividamento excessivo e a uma possível inadimplência, para que haja qualidade na carteira através do crédito consciente; - Recebimento de garantias reais em favor de operações, que não estão localizadas em áreas de preservação ambiental; - Oportunidades profissionais aos colaboradores, inclusive quanto á qualificação técnica, garantia da liberdade de expressão, combate a práticas discriminatórias e ações de combate ao assédio moral; - O combate ao trabalho infantil, escravo, exploração sexual de crianças e adolescentes; - A qualificação dos colaboradores acerca da Responsabilidade Socioambiental tanto no ambiente externo quanto interno; - A análise dos fornecedores quanto à conduta ética, social e ambiental, repudiando práticas em desconformidade com as imposições legais; - A inclusão em seus contratos de cláusulas que preveem o cumprimento de práticas socioambientais em conformidade com a legislação vigente; - Manter o compromisso com o desenvolvimento do Estado através de ações que promovam o desenvolvimento socioambiental da região; - A análise e desenvolvimento de serviços e produtos que estimulem as práticas socioambientais; - O apoio a projetos desenvolvidos por entidades que promovam o desenvolvimento social e cultural do Estado; - A promoção de ações educativas para incentivar práticas de consumo sustentável no ambiente de trabalho, incentivando o consumo consciente de energia e recursos naturais; 39

- O desenvolvimento de projetos que favoreçam a destinação adequada de recursos sólidos, objetivando a redução de impactos ao meio ambiente; - A implementação de equipamentos mais eficientes que promovam a redução de energia; - A aplicação de conceitos de ecoeficiência nas obras e serviços de engenharia realizadas pelo Banco, atendendo a critérios socioambientais; - O apoio a mecanismos de mercado, políticas públicas e iniciativas que promovam melhorias contínuas para a sociedade e mitiguem desafios sociais e ambientais; - O incentivo a projetos e investimentos a clientes que promovam o desenvolvimento socioambiental; - O incentivo a educação financeira e consumo do crédito consciente perante a sociedade; - O estímulo dos clientes ao envolvimento com a sustentabilidade e responsabilidade socioambiental.

40

6. Balanço Patrimonial As Demonstrações Contábeis do Banco do Estado de Sergipe S/A foram elaboradas de acordo com os critérios e procedimentos contábeis a serem observados pelas instituições financeiras, estabelecidos em conjunto pelo BACEN, Conselho Monetário Nacional e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), quando estes não conflitam com as normas emitidas pelo BACEN, além de normas internas. Desde janeiro de 2014, o BANESE passou a integrar o Conglomerado Prudencial. Apresentamos a seguir o comparativo entre o Balanço do Banese Múltiplo e o Balanço Conglomerado Prudencial:

41

Tabela 17 – Balanço Patrimonial – Banese Múltiplo e Banese Consolidado Balanço Patrimonial - Em Reais mil BANESE

BANESE

M ÚLTIPLO

CONSOLIDADO

30.06.2018

Ref. A nexo I

30.06.2018

ATIVO

CIRCULANTE ................................................................................................................................................................................................................................................. 3.596.643 3.786.047

DISPONIBILIDADES (NOTA 4) ......................................................................................................................................................................................................................... 96.766 96.767

APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (NOTA 5) ...................................................................................................................................................................................... 1.130.479 1.130.479

Aplic aç ões no M erc ado Aberto................................................................................................................................................................................................................. 734.995 734.995

Aplic aç ões em Depósitos Interfinanc eiros................................................................................................................................................................................................... 395.484 395.484

TÍTULOS E VALORES M OBILIÁRIOS E INSTRUM ENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (NOTA 6) ...................................................................................................................................... 1.116.672 1.116.672

Carteira Própria...................................................................................................................................................................................................................................... 1.064.211 1.064.211 Vinc ulados a Compromissos de Rec ompra ................................................................................................... 36.455

36.455

Vinc ulados à Prestaç ão de Garantias.......................................................................................................................................................................................................... 230 230

Vinc ulados ao Banc o Central.................................................................................................................................................................................................................... 15.776 15.776

RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS (NOTA 7) .......................................................................................................................................................................................................... 377.682 377.682

Pagamentos e Rec ebimentos a Liquidar...................................................................................................................................................................................................... 6.619 6.619 Créditos Vinc ulados: ....................................................................................................................................................................................................... 362.459 362.459

- Depósitos no Banc o Central ................................................................................................................................................................................................................... 362.459 362.459 - Convênios....................................................................................................................................................................................................................... -

- Tesouro Nac ional - Rec ursos do Crédito Rural........................................................................................................................................................................................... -

- Provisão Para Perda de Créditos Vinc ulados.............................................................................................................................................................................................. -

Correspondentes.................................................................................................................................................................................................................................... 8.604 8.604

OPERAÇÕES DE CRÉDITO (NOTA 8) ................................................................................................................................................................................................................ 631.281 631.281 Operaç ões de Crédito:....................................................................................................................................... 675.537

675.537

- Setor Privado.................................................................................................................................................................................................................... 675.537 675.537

Provisão para Operaç ões de Crédito de Liquidaç ão Duvidosa ........................................................................................................................................................................ (44.256) (44.256)

OUTROS CRÉDITOS (NOTA 9) ........................................................................................................................................................................................................................ 240.762 429.547

Rendas a Rec eber .................................................................................................................................................................................................................................. 2.129 8.457

Diversos ................................................................................................................................................................................................................................................ 239.731 456.582

Provisão para Outros Créditos de Liquidaç ão Duvidosa ................................................................................................................................................................................. (1.098) (1.098)

Provisão para Valores a rec eber relativos a transaç ões de pagamento ........................................................................................................................................................... (34.394)

OUTROS VALORES E BENS (NOTA 10) ............................................................................................................................................................................................................. 3.001 3.619

Outros Valores e Bens............................................................................................................................................................................................................................. 1.301 1.621

Despesas Antec ipadas ............................................................................................................................................................................................................................. 1.700 1.998

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO.......................................................................................................................................................................................................................... 1.549.144 1.549.144

TÍTULOS E VALORES M OBILIÁRIOS E INSTRUM ENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (NOTA 6) ...................................................................................................................................... 25.932 25.932

Carteira Própria...................................................................................................................................................................................................................................... 25.932 25.932

RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS (NOTA 7) .......................................................................................................................................................................................................... 27.375 27.375 Créditos Vinc ulados:.......................................................................................................................................................................................... 27.375 27.375

- SFH - Sistema Financ eiro da Habitaç ão..................................................................................................................................................................................................... 27.375 27.375

OPERAÇÕES DE CRÉDITO (NOTA 8) ................................................................................................................................................................................................................ 1.274.103 1.274.103 Operaç ões de Crédito:....................................................................................................................................... 1.322.358

1.322.358

- Setor Privado....................................................................................................................................................................................................................................... 1.322.358 1.322.358

Provisão para Operaç ões de Crédito de Liquidaç ão Duvidosa ........................................................................................................................................................................ (48.255) (48.255)

OUTROS CRÉDITOS (NOTA 9) ........................................................................................................................................................................................................................ 188.898 188.898

Diversos ................................................................................................................................................................................................................................................ 188.898 188.898

Provisão para Outros Créditos de Liquidaç ão Duvidosa ................................................................................................................................................................................. -

OUTROS VALORES E BENS (NOTA 10) ............................................................................................................................................................................................................. 32.836 32.836

Outros Valores e Bens............................................................................................................................................................................................................................. 33.985 33.985

Provisões para Desvalorizaç ões.................................................................................................................................................................................................................. (2.664) (2.664)

Despesas Antec ipadas.............................................................................................................................................................................................................................. 1.515 1.515

PERM ANENTE .............................................................................................................................................................................................................................................. 69.672 94.180

INVESTIM ENTOS (NOTA 11) .......................................................................................................................................................................................................................... 1.364 6 Partic ipaç ão em Coligadas e Controladas.................................................................................................... 1.358

-

(d)

Outros Investimentos............................................................................................................................................................................................................................... 454 454

Provisões para Perdas.............................................................................................................................................................................................................................. (448) (448)

IM OBILIZADO DE USO (NOTA 12) ................................................................................................................................................................................................................... 51.598 76.734

Imóveis de Uso........................................................................................................................................................................................................................................ 56.185 71.528

Outras Imobilizaç ões de Uso..................................................................................................................................................................................................................... 97.943 124.165

Deprec iaç ões Ac umuladas........................................................................................................................................................................................................................ (102.530) (118.959)

INTANGIVEL (NOTA 13) ................................................................................................................................................................................................................................ 16.710 17.440 Ativos Intangiveis adquiridos antes de 1° de Outubro de 2013

42.250

Ativos Intangiveis adquiridos a partir de 1° de Outubro de 2013

17.431

18.168

(34.871)

(37.794)

('Amortizaç ão Ac um. de Ativos Intangiveis adquiridos antes de 1° de Outubro de 2013)...........................

45.166

(c)

('Amortizaç ão Ac um. de Ativos Intangiveis adquiridos a partir de 1° de Outubro de 2013 ).................................................................................................................................. (8.100) (8.100) (c) T O T A L .................................................................................................................................................................................................................................................... 5.215.459 5.429.371 As Notas Explicativas são partes integrantes das Demonstrações Financeiras.

42

Balanço Patrimonial - Em Reais mil BANESE

BANESE

MÚLTIPLO

CONSOLIDADO

30.06.2018

30.06.2018

PASSIVO

CIRCULANTE ................................................................................................................................................................................................................................................. 3.601.307 3.805.246

DEPÓSITOS (NOTA 14) ................................................................................................................................................................................................................................. 3.238.478 3.238.395

Depósitos à Vista..................................................................................................................................................................................................................................... 644.991 643.969

Depósitos de Poupança............................................................................................................................................................................................................................ 1.268.429 1.268.429

Depósitos Interfinanceiros........................................................................................................................................................................................................................ 193.693 193.693

Depósitos a Prazo ................................................................................................................................................................................................................................... 1.131.365 1.132.304

RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS........................................................................................................................................................................................................................ 25.303 25.303

Recebimentos e Pagamentos a Liquidar...................................................................................................................................................................................................... 25.303 25.303

CAPTAÇÕES NO M ERCADO ABERTO (NOTA 14) ................................................................................................................................................................................................. 35.186 35.186

Carteira Própria...................................................................................................................................................................................................................................... 35.186 35.186 RECURSOS DE ACEITES E EM ISSÃO DE TÍTULOS (NOTA 14)..................................................................................... 58.813 Recursos de Letras Imobiliárias, Hipotecárias, de Crédito e Similares...............................................

58.813

58.813

58.813

RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS...................................................................................................................................................................................................................... 1.749 1.749

Recursos em Trânsito de Terceiros........................................................................................................................................................................................................... 1.749 1.749

OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS - INSTITUIÇÕES OFICIAIS (NOTA 14) ............................................................................................................................................................. 21.871 21.871

BNDES................................................................................................................................................................................................................................................... 5.198 5.198

FINAM E.................................................................................................................................................................................................................................................. 3.200 3.200

Outras Instituições.................................................................................................................................................................................................................................. 13.473 13.473

OUTRAS OBRIGAÇÕES (NOTA 15) .................................................................................................................................................................................................................. 219.907 423.929

Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados.................................................................................................................................................................................. 17.771 18.390

Sociais e Estatutárias............................................................................................................................................................................................................................... 592 592

Fiscais e Previdenciárias .......................................................................................................................................................................................................................... 73.723 81.847

Negociação e Intermediação de Valores..................................................................................................................................................................................................... -

Dívidas Subordinadas ............................................................................................................................................................................................................................... 67.728 67.728 (e)

Diversas ................................................................................................................................................................................................................................................ 60.093 255.372

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO ............................................................................................................................................................................................................................. 1.213.998 1.198.166

DEPÓSITOS (NOTA 14) ................................................................................................................................................................................................................................. 994.947 967.084

Depósitos Interfinanceiros ....................................................................................................................................................................................................................... -

Depósitos a Prazo ................................................................................................................................................................................................................................... 994.947 967.084

CAPTAÇÕES NO M ERCADO ABERTO (NOTA 14) ................................................................................................................................................................................................. 1.269 1.269

Carteira Própria...................................................................................................................................................................................................................................... 1.269 1.269 RECURSOS DE ACEITES E EM ISSÃO DE TÍTULOS (NOTA 14)..................................................................................... 36.794

36.794

Recursos de Letras Imobiliárias, Hipotecárias, de Crédito e Similares....................................................... 36.794

36.794

OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS - INSTITUIÇÕES OFICIAIS (NOTA 14) ............................................................................................................................................................. 50.731 50.731

BNDES................................................................................................................................................................................................................................................... 3.546 3.546

FINAM E.................................................................................................................................................................................................................................................. 3.478 3.478

Outras Instituições.................................................................................................................................................................................................................................. 43.707 43.707

OUTRAS OBRIGAÇÕES (NOTA 15) .................................................................................................................................................................................................................. 130.257 142.288

Fiscais e Previdenciárias .......................................................................................................................................................................................................................... -

Dívidas Subordinadas ............................................................................................................................................................................................................................... 84.192 84.192 (e)

Diversas ................................................................................................................................................................................................................................................ 46.065 58.096

RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS.............................................................................................................................................................................................................. 11.875 11.875

Resultados de Exercícios Futuros.................................................................................................................................................................................................................. 11.875 11.875

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (NOTA 18) ..................................................................................................................................................................................................................... 388.279 414.084 Capital:

232.000

232.000

- De Domiciliados no País............................................................................................................................................................................................................................. 232.000 232.000 (a)

Reservas de Lucros .................................................................................................................................................................................................................................... 146.180 146.180 (b)

Ajuste de Avaliação Patrimonial ................................................................................................................................................................................................................... -

Lucros ou Prejuízos Acumulados................................................................................................................................................................................................................... 10.099 10.099

Participação de Não Controladores (NOTA 17)................................................................................................................................................................................................ 25.805

TOTAL DO PASSIVO E DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................................................................................. 5.215.459 5.429.371 As Notas Explicativas são partes integrantes das Demonstrações Financeiras.

BANESE

Contas de compensação Créditos tributários de diferença temporária

87.615 9098400000

Fonte: Arcon

43

87.615.174,96

MÚLTIPLO

(f)

6.1 Informações sobre balanços patrimoniais e participações societárias O Banese, para fins de publicação de suas demonstrações financeiras, realiza a consolidação contábil com a sua controlada, a SEAC – Sergipe Administradora de Cartões e Serviços LTDA. As participações societárias, não incluídas na carteira de negociação, as quais compõem o Consolidado Banese, também se dão unicamente com a SEAC, que atua como o cartão de crédito que leva a marca do Banese (Banese Card). O Banese detém 5% do capital social da referida instituição. O Banco registrou no período equivalência patrimonial referente à participação societária no montante de R$ 804 mil. Os números seguem relacionados abaixo (em R$ mil): Total do Ativo: R$ 296.091 Patrimônio Líquido: R$ 27.163 Valor Contábil: R$ 1.358 Requerimento de Capital: R$ 0,00 Dedução dos Ajustes Prudenciais PR: R$ 63.208 A SEAC nasceu com a proposta de ser agente fomentador de negócios no Estado de Sergipe, Ao lado dos parceiros lojistas, auxilia a incrementar suas vendas através da inclusão de mais uma forma de meio de pagamento ao seu portfólio de meios de recebimento. Do ponto de vista dos clientes (portadores), atua como uma forma de inclusão social, através da oferta de crédito à população em geral. Desde sua criação até os dias atuais, a SEAC, cuja principal atividade é a administração de cartões de crédito, atua também como Call Center, adicionando ainda ao seu portfólio novos produtos e serviços ligados ao segmento de meios de pagamento. Constituída sob a forma de sociedade limitada, a SEAC suporta algumas das principais ações estratégicas do Consolidado Banese, seja através da regionalização da sua 44

marca no nordeste brasileiro, como pela disponibilização de diversos produtos e serviços, novos meios de pagamento e de correspondentes vinculados à marca Banese, o que promove fidelização ao cliente, bancarização de determinados segmentos sociais e aumenta o potencial de geração de valor para os acionistas e para a sociedade sergipana.

45

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